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Estão Mudando Sua Comida E Quase Ninguém Está Percebendo

Durante anos, fomos acostumados a acreditar que tudo estava melhorando.


Disseram que as novas leis vieram para proteger o consumidor.


Que as regulamentações eram necessárias.


Que a industrialização traria mais qualidade e segurança.


Mas olhe ao redor.


O que aconteceu com a comida de verdade?


Antigamente, pequenos produtores abasteciam as pessoas com carne fresca, ovos de qualidade, torresmo feito na hora, mel puro direto do produtor.

Era alimento com sabor, identidade e proximidade. O torresmo era carnudo, fresco, cheio de sabor.


A carne tinha origem conhecida. O consumidor sabia de onde vinha o que estava comendo.


Então começaram as mudanças.


Exigências cada vez mais complexas, burocracias pesadas, estruturas caras e padrões impossíveis para quem é pequeno. Na teoria, proteção. Na prática, barreiras.

Os pequenos começaram a desaparecer.


Enquanto isso, grandes indústrias cresceram, concentrando a produção e dominando o mercado.


A produção foi levada para longe, centralizada em grandes plantas industriais.

O alimento passou a viajar mais, ser mais processado, congelado, padronizado.


E o consumidor sentiu.


O torresmo que antes era fresco agora muitas vezes é duro, velho, sem carne. A carne perdeu o sabor original.


Os preços subiram.


A qualidade percebida caiu.


Isso não ficou apenas na carne suína.


Na carne de frango, muitos apontam que a concentração e o monopólio começaram a se intensificar nos últimos anos.


Na produção de ovos, pequenos produtores enfrentam cada vez mais dificuldades para sobreviver.


O modelo se repete: regras que dizem proteger, mas que na prática favorecem quem já é grande.

E agora, o mesmo risco começa a aparecer em outros setores.


O mel, símbolo de pureza e produção artesanal, já sente sinais dessa pressão.


Existe o medo real de que a produção animal como um todo seja monopolizada, concentrada em poucas mãos, onde a diversidade desaparece e o consumidor perde escolha.


A pergunta que precisa ser feita é simples — e desconfortável:

Estamos realmente protegendo o consumidor… ou estamos criando um sistema onde apenas os gigantes conseguem existir?


Quando o pequeno produtor desaparece, não perdemos só negócios. Perdemos tradição, sabor, cultura e liberdade.


Talvez o maior risco não seja apenas pagar mais caro.


Talvez seja acordar um dia e perceber que a comida deixou de ser alimento de verdade — e virou apenas produto.



 
 
 

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